Vida fragmentada ou vida com prioridades: em que lugar você está?
Há dias em que me sinto frustrada. Frustrada por desejar aprofundar em algumas atividades e não dispor do tempo que elas exigiriam. Nesses dias, a sensação é de uma vida fragmentada, superficial, feita de tarefas inacabadas. Começo um relatório e uma urgência do trabalho me chama. Quero estudar por horas, mas preciso interromper para buscar meu filho na escola. Estou treinando em casa e paro várias vezes porque ele vem, todo feliz, me mostrar um brinquedo ou contar algo que descobriu. O dia segue assim: várias janelas abertas. Muita coisa feita — e quase nada do jeito que eu gostaria. À noite, tento ler ou avançar no aprendizado do teclado, mas o corpo já está cansado. Consigo apenas alguns minutos. E, às vezes, tudo isso me frustra. Nesses momentos, eu paro. Reflito. Tento costurar os retalhos das minhas atribuições, dos meus papéis e dos meus desejos. Pergunto a mim mesma: O que há de errado comigo? Não sou procrastinadora. O problema não é falta de vontade. É falta de tempo par...