Os Dias Maus
O que você faz naqueles dias em que tudo parece nublado e nada encontra sentido? Existem dias em que acordo com o coração pesado. Não é exatamente tristeza… é um cinza que se espalha devagar. Eu os chamo de “dias maus”. E imagino que você também conheça esse território — porque ninguém está imune a ele. Nesses dias, surgem perguntas que pesam mais que o próprio cansaço: “Estou vivendo como devo?” “Tenho orgulho do que fiz até aqui?” “Estou cumprindo minha missão na terra?” Quando adolescente, eu escrevia para aliviar esses dias. Descrevia meus sentimentos em poemas, lia e relia até cansar. Chorava um pouco, colocava uma música mais melancólica e depois dormia. A escrita me ajudava, sim, mas insistir na dor como se ela fosse um ritual… não me levava a lugar algum. Era apenas uma forma pouco sábia de permanecer ferida. Com o tempo — e pela graça de Deus — aprendi algo que mudou tudo: sentimento não é realidade, é impressão. É a resposta subjetiva do coração a um fato. E, justamente por n...