Vida fragmentada ou vida com prioridades: em que lugar você está?
Frustrada por desejar aprofundar em algumas atividades e não dispor do tempo que elas exigiriam.
Nesses dias, a sensação é de uma vida fragmentada, superficial, feita de tarefas inacabadas.
Começo um relatório e uma urgência do trabalho me chama.
Quero estudar por horas, mas preciso interromper para buscar meu filho na escola.
Estou treinando em casa e paro várias vezes porque ele vem, todo feliz, me mostrar um brinquedo ou contar algo que descobriu.
O dia segue assim: várias janelas abertas.
Muita coisa feita — e quase nada do jeito que eu gostaria.
À noite, tento ler ou avançar no aprendizado do teclado, mas o corpo já está cansado. Consigo apenas alguns minutos.
E, às vezes, tudo isso me frustra.
Nesses momentos, eu paro.
Reflito.
Tento costurar os retalhos das minhas atribuições, dos meus papéis e dos meus desejos.
Pergunto a mim mesma:
O que há de errado comigo?
Não sou procrastinadora.
O problema não é falta de vontade.
É falta de tempo para ser profunda em tudo.
Travo, então, uma batalha interna.
O egoísmo sussurra que eu deveria jogar tudo para o alto e me dedicar apenas às atividades que dizem respeito a mim.
Mas eu me analiso com honestidade — e sempre chego à mesma conclusão:
Eu não vivo uma vida fragmentada.
Eu vivo uma vida com prioridades.
E isso faz parte.
A vida, quando é vivida de verdade, não é linear nem silenciosa.
Ela interrompe.
Ela exige escolhas.
Ela cobra renúncias.
Hoje, minhas prioridades são claras:
estar perto de Deus e cuidar do meu filho, participar ativamente da sua educação, o máximo que eu puder.
Para isso, preciso abrir mão de muitas coisas.
E está tudo bem.
Como dizia Santa Teresa d’Ávila: “É justo que muito custe o que muito vale.”
Conhecer minhas prioridades e mantê-las alinhadas aos meus valores me permite atravessar esses momentos com mais tranquilidade — sem culpa, sem ressentimento, sem autoengano.
Talvez você também viva dias assim.
Talvez também sinta essa tensão entre o que deseja fazer e o que precisa fazer.
Por isso, eu te pergunto:
você consegue identificar, com clareza, as suas prioridades?
E mais: sua vida está coerente com elas?
Se a resposta for sim, siga em paz.
Esse incômodo faz parte do caminho certo.
Mas, se a resposta for não, é hora de parar.
Rever a vida.
Alinhar prioridades aos valores.
E buscar integridade nas próprias ações.
Se você sente que precisa de ajuda nesse processo de clareza, eu posso te acompanhar — seja pela Consultoria Clareza, seja pelo acompanhamento terapêutico.
Com verdade e serenidade,
Paula Pacheco
Psicanalista | Pós-graduada em Psicologia Clínica
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